Think About...
Pense... reflita... viva... leia... seja... mas acima de tudo conheça, seja curioso, tenha uma opnião, seja vc mesmo em todos os momentos...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Que caminho seguir ?
Todo começo de ano uma das perguntas que mais fazemos para nós mesmos é... "o que vou fazer esse ano?"...As respostas são variadas, mas sempre precisamos de um plano B.
Comigo por exemplo: completei o 3º ano do ensino médio em 2010, prestei unesp não cheguei nem na 2ª fase =[, prestei belas artes passei, mas é muito cara, ou seja não deu =[, prestei a fuvest cheguei a fazer a 2ª fase, mas não passei=[.
Tudo bem eu tinha um plano B, já estava inscrita no cursinho desde setembro (olha o medo de perder vaga XD). Entretanto pensava muito como seria esse ano me perguntava todos os dias se fazer cursinho durante um ano é perda de tempo, mas ao mesmo tempo queria uma faculdade pública... e estou em dúvida sobre duas áreas completamente distantes, química e arquitetura... o que fazer ?
Meu namorado viu meu desespero antes da hora ele veio me falar para eu me acalmar, porque correr atrás não é perca de tempo, me explicou que é bom fazer pelo menos um ano de cursinho para eu amadurecer, escolher a área que eu realmente quero. Fiquei feliz e realmente ele me serve de exemplo as vezes, pois ele fez o vestibular do ita no mesmo ano que concluiu o ensino médio (ele era da mesma sala que eu) e simplesmente sem cursinho ou algo a mais que a escola para prepara-lo melhor ele conseguiu ficar entre os 10 melhores da 2ª chamada, mas apenas 6 entraram. Puxa vida, ao mesmo tempo você fica feliz e triste, feliz por chegar na 2ª lista entre os 10 melhores sem cursinho ou algo a mais para se preparar, mas triste por não passar sem falar que ele ligou lá para saber e disseram que ele não entrou por 2 números... isso mata XD
Mas ele esta super feliz se inscreveu no cursinho e vamos estudar juntos, eu ensino ele química e ele me ensina física e matemática... não é o melhor plano de estudos do mundo mas vai ajudar...
Porém ele realmente me fez ver que correr atrás do seus sonhos, por mais que demore e você perca algumas oportunidades de lazer, nunca é perca de tempo! E com ele ao meu lado é certeza que terei força e coragem para desbravar o mundo!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Aquilo
"Quando aquilo apareceu na cidade, teve gente que levou um susto.
Teve gente que caiu na risada. Teve gente que tremeu de medo.
E gente que achou uma delícia.
E gente arrancando os cabelos.
E gente soltando rojões.
E gente mordendo a língua, perdendo o sono, gritando viva, roendo as unhas, batendo palma, fugindo apavorada e ainda gente ficando muito muito, muito feliz.
Uns tinham certeza de que aquilo não podia ser de jeito nenhum.
Outros também tinham certeza. Disseram: - Viva! Que bom! Até que enfim!
Muitos ficaram preocupados. Exigiram que aquilo fosse proibido. Garantiram que aquilo era impossível. Que aquilo era errado. Que aquilo podia ser muito perigoso.
Outros, tranqüilos, festejaram, deram risada, comemoraram e, abraçados, saíram pelas ruas, cantando e dançando felizes da vida.
Alguns, inconformados, resolveram perseguir aquilo. Disseram que aquilo não valia nada. Disseram que era preciso acabar logo com aquilo ou, pelo menos, pegar e mandar aquilo para bem longe.
Muitos defenderam e elogiaram aquilo. Juraram que aquilo era bom. Que aquilo ia ser melhor para todos. Que esperavam aquilo faz tempo. Que aquilo era importante, bonito e precioso.
Alguém decidiu acabar com aquilo de qualquer jeito.
Mas outro alguém disse não! E foi correndo esconder aquilo devagarinho no fundo do coração"
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Poema de Ano Novo
Ter asas é Dançar na chuva...
É plantar uma arvore...
Ver a inocência nos olhos de uma criança...
É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada...
É subir uma montanha...
É encontrar os amigos e não falar nada importante, Mas falar, falar muito...
É cantarolar uma música antiga ...
É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa...
É andar sem rumo, só por andar...
É falar sozinho...
É sorrir para aquele velhinho lá da praça...
É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo...
Ah ! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos
É brincar
É rir de si mesmo
É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando
E ficar de bobeira...
É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio
Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré
Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas
Do dia a dia
Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o Deus emanuel
É isso que desejo para o Ano Novo que está chegando...
Que você tenha asas como das águias!!!!
Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que deus nos dê "asas de águia" para voarmos bem alto na construção de um mundo melhor.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Pelo resto de nossas vidas
Silvana Duboc
Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levamos para o resto de nossas vidas. Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas. Depende de cada um, da vida que cada um de nós levou.
Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcaram, que mexeram com a nossa existência em algum instante. Provavelmente iremos pela a vida a fora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas, cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.
Marcas, isso... serão marcas, umas mais profundas, outras superficiais porém com algum significado também. Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que, se contarmos para terceiros, talvez não tenha a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los. Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez um poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha dito num momento certo. Poderá ser um raiar do sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de natal, uma palavra amiga num momento preciso.
Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital. Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso. Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo.
Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós. Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, quem sabe haverá algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa.
Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade d vida que tivemos. Bem, lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.
Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo errado ainda está em tempo e ser mudado e eu o resto de nossas vidas de certa fora ainda está em nossas mãos.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Definição da minha Marina
Eduardo Talaveira Ribeiro
Uma mulher que vibra, mulher de fibra, que sonha e transforma em realidade. Mulher que entontece com rosto exuberante, corpo perfumado, olhos brilhantes, curvas suaves, cabelos sedosos, boca que é puro desejo e que provoca estranhas sensações de querer mais depois de tão sublimes momentos, do êxtase até então pleno, quando o coração acelerado deixa que o olhar torne desnecessárias as palavras;
silêncio tão-somente findado por suspiros calmos e uma paz que, sem pedir licença, domina a alma de quem,simplesmente, a abraça, rogando aconchego, proteção, afeto.
Guerreira mulher que esconde jeito infantil e seduz o mais audaz entre os homens. Que entende sobre os mistérios do coração, traduzindo em gestos os vocábulos de centenas de poetas que jamais desistirão de explicar o amor. Ah, mulher que não sabe a força que carrega no caminhar, quando sequer percebe os pássaros orquestrando sua passagem sobre os arbustos que julgam palco.
Mulher que ainda ferida por desilusões encontra força para cicatrizar, com perfeição, resquícios de bravas batalhas. Doce engano, eu pensava não encontrar incontáveis qualidades em uma só pessoa até encontrar você. Mulher, única, produzida por Deus, que perfeito em toda sua obra, céu, ar, terra e mar, resolveu iluminar ainda mais a vida de todos que a cercam colocando você em seus caminhos. Mulher-estrela que dispensa adjetivos por traduzir-se apenas como Mulher Divina.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Silêncio
Clarice Lispector
É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.
É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.
A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes.
Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.
Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.
O coração bate ao reconhecê-lo.
Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.
Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.
Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.
Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.
Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.
Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.
Clarice Lispector- "Onde estivestes de noite?"
7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro - 1994
7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro - 1994
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O Sonho
Nina Rodrigues
Eu estava andando pela rua, não demorou muito para eu avistar uma casa, ela estava com a porta aberta e resolvi entrar. Quando entrei a casa estava toda bagunçada, vidros e espelhos quebrados, toda a mobília destruída e tudo espalhado pelo chão. Fui andando pela casa com passos cautelosos e avistei uma sala iluminada, pensei que poderia haver alguém lá então entrei. Na sala estava tudo arrumado, o ambiente, a decoração pareciam singelas, porém algo me intrigou, havia uma mesa de sinuca no centro com algumas bolas, logo percebi que era um jogo que não havia terminado. Inocentemente resolvi terminar, peguei o taco que tinha em cima da mesa e comecei a jogar, na demorou muito para eu terminar, o jogo não estava difícil.
Mas algo estranho aconteceu quando larguei o taco novamente em cima da mesa senti uma sensação estranha, como se alguém estivesse me olhando, estudando meus movimentos e me deu medo, resolvi sair daquele lugar , e me virei de costas para a mesa, mas escutei uma voz, não entendia o que falava, porém sabia que vinha atrás de mim no canto da sala. Me virei, e encontrei a mesa com outro jogo montado, depois entendi o que a voz dizia: “termine o jogo”.
Não sabia o que estava acontecendo, estava com medo, um frio na espinha foi gelando gradualmente minhas costas, mas mesmo assim resolvi terminar o jogo.
Passei um bom tempo jogando, sempre que terminava uma partida começava outra, porém ninguém arrumava a mesa o jogo simplesmente aparecia sozinho. Ouvi a voz de novo e procurei com os olhos para descobrir de quem era, então olhei rapidamente para o canto da sala e vi um menino sentando, era pequeno, não aparentava ter mais de 10 anos, vestia um terno preto , estava arrumado como um pequeno homem.
Em geral não entendia o que ele falava, só a última parte: “então, jogue mais uma”. O jogo estava fácil e ganhava todas, fui jogando sabia que era com alguém, pois as bolas se movimentavam sozinhas depois das minhas jogada, porém ninguém estava lá só eu e o menino sentado.
Percebi que jogava fazia tempo então parei, e apareceu na mesa mais um jogo, mas quando olhei para fora da sala estava tudo escurecendo. Olhei para a mesa e não percebi que estava apostando algo, mas no primeiro momento não sabia o que era. Joguei a última vez e perdi, uma raiva tomou conta do meu corpo, pois era a única vez que tinha apostado, e perdi, não acreditava porque foi por pouco, mas perdi.
Revoltado saí da sala e a casa estava um pouco mais clara. Cheguei na mesma porta que tinha entrado, mas não havia mais aquela porta, agora haviam duas iguais aquela. Um pensamento veio a tona na minha cabeça: “será que estou apostando com o demônio ?”. Não sabia dizer porque o menino não se identificou e algo que não tinha reparado, mas depois que o pensamento veio a minha cabeça percebi, eu não vi os olhos do menino.
Estava eu ali, em meio a escolha de duas portas, olhei para trás num movimento desesperado procurando por outra saída, mas tudo estava escuro atrás de mim, sem volta.
As portas eram iguais, nada escrito nem indicado. Não tinha muito o que pensar, entrei em qualquer uma.
Quando saí, estava na rua de novo, suspirei aliviado com a esperança de que aquele era só um pesadelo que tinha passado, mas me enganei. Olhei para os lados não havia ninguém. Nesse momento algo entrou na minha mente, eu sabia que procurava algo, parecia que tinha algum peso em meu corpo, e não conseguia ficar em pé, então caí de joelhos.
Conforme me lembrava de me passado, logo ele dissolvia como uma fotografia pegando fogo e se apagava da minha mente. Desesperado escondi em minha mente o meu mais valioso tesouro, o amor e as lembranças que tinha com a Sofia.
Lutei com todas as minhas forças, foi difícil me derrubar. O que quer que tinha entrado em minha mente não achava maneiras de me enfraquecer, eu estava quase me levantando, estava quase ganhando a luta. Quando percebi que ele tinha encontrado o que eu tinha escondido, meu tesouro mais precioso, eu vi o meu amor e minhas lembranças se dissolverem como uma fotografia em chamas, tantos momentos bons e inesquecíveis destruído em segundos, sem conseguir acreditar no que acontecerá e sem forças para lutar caí completamente desacordado, fora de mim.
Mas algo estranho aconteceu quando larguei o taco novamente em cima da mesa senti uma sensação estranha, como se alguém estivesse me olhando, estudando meus movimentos e me deu medo, resolvi sair daquele lugar , e me virei de costas para a mesa, mas escutei uma voz, não entendia o que falava, porém sabia que vinha atrás de mim no canto da sala. Me virei, e encontrei a mesa com outro jogo montado, depois entendi o que a voz dizia: “termine o jogo”.
Não sabia o que estava acontecendo, estava com medo, um frio na espinha foi gelando gradualmente minhas costas, mas mesmo assim resolvi terminar o jogo.
Passei um bom tempo jogando, sempre que terminava uma partida começava outra, porém ninguém arrumava a mesa o jogo simplesmente aparecia sozinho. Ouvi a voz de novo e procurei com os olhos para descobrir de quem era, então olhei rapidamente para o canto da sala e vi um menino sentando, era pequeno, não aparentava ter mais de 10 anos, vestia um terno preto , estava arrumado como um pequeno homem.
Em geral não entendia o que ele falava, só a última parte: “então, jogue mais uma”. O jogo estava fácil e ganhava todas, fui jogando sabia que era com alguém, pois as bolas se movimentavam sozinhas depois das minhas jogada, porém ninguém estava lá só eu e o menino sentado.
Percebi que jogava fazia tempo então parei, e apareceu na mesa mais um jogo, mas quando olhei para fora da sala estava tudo escurecendo. Olhei para a mesa e não percebi que estava apostando algo, mas no primeiro momento não sabia o que era. Joguei a última vez e perdi, uma raiva tomou conta do meu corpo, pois era a única vez que tinha apostado, e perdi, não acreditava porque foi por pouco, mas perdi.
Revoltado saí da sala e a casa estava um pouco mais clara. Cheguei na mesma porta que tinha entrado, mas não havia mais aquela porta, agora haviam duas iguais aquela. Um pensamento veio a tona na minha cabeça: “será que estou apostando com o demônio ?”. Não sabia dizer porque o menino não se identificou e algo que não tinha reparado, mas depois que o pensamento veio a minha cabeça percebi, eu não vi os olhos do menino.
Estava eu ali, em meio a escolha de duas portas, olhei para trás num movimento desesperado procurando por outra saída, mas tudo estava escuro atrás de mim, sem volta.
As portas eram iguais, nada escrito nem indicado. Não tinha muito o que pensar, entrei em qualquer uma.
Quando saí, estava na rua de novo, suspirei aliviado com a esperança de que aquele era só um pesadelo que tinha passado, mas me enganei. Olhei para os lados não havia ninguém. Nesse momento algo entrou na minha mente, eu sabia que procurava algo, parecia que tinha algum peso em meu corpo, e não conseguia ficar em pé, então caí de joelhos.
Conforme me lembrava de me passado, logo ele dissolvia como uma fotografia pegando fogo e se apagava da minha mente. Desesperado escondi em minha mente o meu mais valioso tesouro, o amor e as lembranças que tinha com a Sofia.
Lutei com todas as minhas forças, foi difícil me derrubar. O que quer que tinha entrado em minha mente não achava maneiras de me enfraquecer, eu estava quase me levantando, estava quase ganhando a luta. Quando percebi que ele tinha encontrado o que eu tinha escondido, meu tesouro mais precioso, eu vi o meu amor e minhas lembranças se dissolverem como uma fotografia em chamas, tantos momentos bons e inesquecíveis destruído em segundos, sem conseguir acreditar no que acontecerá e sem forças para lutar caí completamente desacordado, fora de mim.
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